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domingo, 10 de dezembro de 2017

Esferas Espirituais

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As esferas espirituais são as diversas subdivisões vibratórias do Mundo dos Espíritos. Estão para a vida extrafísica assim como os continentes e os países estão para o mundo físico.
Sabemos hoje, que, o mundo dos Espíritos é subdividido em várias faixas vibratórias concêntricas, tendo a Terra como centro geométrico. A atmosfera espiritual das diversas esferas será tanto mais pura e eterizada quanto mais afastadas da crosta elas estiverem. Os Espíritos de maior luminosidade habitarão, naturalmente, as esferas mais afastadas, embora tenham livre trânsito entre elas e com freqüência visitem as esferas inferiores em tarefas regenerativas e esclarecedoras. Em cada esfera, o solo tem consistência material, e acima se vê o céu e o sol. Diversas cidadelas espirituais, postos de socorro, ou instituições hospitalares estão distribuídas nas diversas esferas, abrigando Espíritos em condições evolutivas semelhantes.
André Luiz dá o nome de Umbral às três primeiras esferas, contadas a partir da crosta, e segundo este autor, a região umbralina é habitada por Espíritos que ainda necessitam reencarnarem no planeta Terra, comprometido que estão com vida neste orbe. Sobre o umbral, André Luiz [Nosso Lar] dá o seguinte depoimento:
“É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram atravessar as portas dos deveres sagrados, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.
Funciona como região de esgotamento de resíduos mentais. Pelo pensamento os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um. Cada Espírito permanece lá o tempo que se faça necessário.”
Informa também André Luiz que os Espíritos que estão nas esferas superiores podem transitar pelas esferas que lhes estão abaixo, mas os Espíritos que estão nas esferas inferiores não podem, sozinhos, passar para as superiores.
Das infinitas esferas da vida do Mundo Espiritual a literatura mediúnica espírita tem-nos informado de algumas, que vamos conhecer visando apenas o melhor entendimento do tema.
POIS DEVEREMOS RETORNAR À PÁTRIA ESPIRITUAL E TEMOS QUE CONHECER PARA ONDE VAMOS

São:

ABISMO
TREVAS
ESFERAS TERRESTRES
UMBRAL
ZONA DE TRANSIÇÃO
ESFERAS SUPERIORES
ESFERAS RESPLANDESCENTES

VAMOS CONHECER UM POUCO DE CADA

ABISMO

– Região Espiritual de padecimentos inenarráveis, destinada a Espíritos que tenham cometido os mais graves crimes contra as Leis Divinas. Os Espíritos vinculam-se consciencialmente à região e aglutinam-se em “Vales” ou “Áreas”, consoantes os erros grosseiros que tenham cometido na última reencarnação.

TREVAS

– Região Espiritual desprovida de qualquer luminosidade, constituindo morada de Espíritos ainda envolvidos pelas mais diversas vibrações do mal e que tenham tido comportamento moral condenável em suas oportunidades reencarnatórias.

ESFERAS TERRESTRES

– A terra como se sabe é um mundo de “Expiação e Provas, onde domina o mal”. Assim Espíritos viciosos das mais diversas naturezas sintonizam com as vibrações deletérias dela imanadas permanecendo a ela vinculados.
No livro NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA de Divaldo pelo Espírito Manoel F Miranda reporta-se à época do carnaval na cidade do Rio de Janeiro, para que possamos aquilatar a nossa natureza vibracional e o nosso envolvimento com pensamentos de baixo nível.
“As mentes em torpe comércio de interesses subalternos, haviam produzido uma psicosfera pestilenta na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento de mistura com Entidades perversas, viciadas, dependentes, em espetáculo pandemônico, deprimente”

UMBRAL

– É uma região espiritual que começa na crosta terrestre na qual se concentra tudo o que não tenha finalidade para a vida superior. É a região para esgotamento de resíduos mentais; uma zona purgatorial, os Espíritos aí confinados julgam-se injustiçados e sentem-se desesperançados por não terem encontrado na Vida Maior aquilo que suas crenças religiosas divulgaram.
LÍSIAS no livro NOSSO LAR de FCX A Luiz(Esp.) diz que no Umbral encontram-se “legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem enviadas à colônia de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos de elevação” É uma região semi-trevosa habitada por Espíritos consciencialmente culpados de erros diversos conta as Leis Divinas.

ZONAS DE TRANSIÇÃO

– São colônias espirituais inseridas no Umbral, quais fossem oásis nos desertos. Os Espíritos que conseguem alcançá-las, por méritos conscienciais, nelas encontram amparo e assistência podendo reajustar-se e até mesmo evoluir.

ESFERAS SUPERIORES

– São regiões de felicidade , onde estacionam Espíritos devotados de grande elevação moral , lá habitam os Bons Espíritos e os Espíritos Superiores.

ESFERAS RESPLANDESCENTES

– Regiões Espirituais onde impera a bondade , a confiança e a felicidade verdadeiras. No livro RENÚNCIA ditado pelo Esp. Emmanuel médium FCX , é descrita a paragem espiritual a que está vinculado o Espírito ALCÍONE , são paisagens que nossa pobre imaginação não consegue nem sonhar.

UM ESPÍRITA NO UMBRAL


um espírita no umbral

UM ESPÍRITA NO UMBRAL

Um homem de 55 anos, espírita, sofreu um acidente e morreu de repente. Ele se viu saindo do corpo e chegando a um lugar escuro, feio, tétrico, com energias muito negativas.
Assim que começou a caminhar por aquele vale sombrio, viu três espíritos vestidos com capa preta caminhando em sua direção. Assim que chegaram, o homem perguntou:
– Que lugar é esse?
– Aqui é o que vocês espíritas chamam de umbral – disse um dos espíritos. O homem ficou chocado com aquela informação. Mal podia acreditar que estava no umbral. Considerou que talvez estivesse ali para participar de alguma atividade socorrista aos espíritos sofredores. O espírito negativo, que lia seus pensamentos, respondeu que não. Ele estava ali porque o umbral era a zona cósmica que mais guardava sintonia com suas energias.
– Mas isso é impossível!!! – disse o espírita em desespero. – Não posso estar no Umbral. Deve haver algum erro… Em primeiro lugar eu sou espírita, faço parte dessa religião maravilhosa que é considerada o consolador prometido por Jesus. Realizo também projetos sociais de doação de sopa aos pobres. Ministro o passo magnético duas vezes por semana a uma multidão de pessoas lá no centro. Também ajudo financeiramente instituições de caridade muito necessitadas, além de dar palestras no centro para os iniciantes no Espiritismo. Definitivamente há algo errado…
Não há nenhum erro – disse o espírito das sombras – Em seu atual estágio de evolução, você tem que ficar aqui mesmo. É verdade que você é espírita e faz parte desta doutrina consoladora, mas intimamente você julgava pessoas de outras religiões inferiores por não serem espíritas. Sim, você realizava projetos sociais dando sopa aos pobres, mas em seus pensamentos sentia-se o máximo praticando a caridade e julgava que os pobres não eram tão evoluídos por estarem amargando a pobreza, quando na verdade muitos deles eram mais puros que você. Sim, você ministrava o passe, mas considerava que seu passe era mais “poderoso” e mais curador do que o passe de outros passistas. Sim, você ajudava financeiramente instituições de caridade, mas dentro de ti sempre dava o dinheiro esperando receber algo em troca e sentindo-se alguém muito “caridoso”. E finalmente… Sim, você dava palestras aos iniciantes na doutrina, mas acreditava ter mais conhecimento que eles e se colocava numa posição de destaque e vaidade intelectual. Tudo isso suscitando uma das maiores chagas da humanidade, o “orgulho” e a “vaidade”.
O homem ficou impressionado com as revelações daquele espírito. De fato, revendo suas atitudes e sua perspectiva, intimamente havia quase sempre um sentimento de superioridade, de orgulho em relação aos outros, diante de tudo o que foi feito.
O espírita então olhou para dentro de si e começou a se arrepender de tudo aquilo, reconhecendo seu erro e sentindo-se mais humilde. Nesse momento, ele sentiu uma luz brilhando dentro dele e começou a se elevar. Ao perceber que estava se elevando e deixando o umbral, avistou outros espíritos ainda presos à condição umbralina e novamente lhe veio um orgulho e uma sensação de superioridade em relação aos mesmos. Após sentir isso, caiu novamente no umbral, e a queda dessa vez foi ainda mais dolorosa. Um dos espíritos trevosos disse:
– Você caiu novamente porque, no momento em que se elevava, começou a sentir uma certa superioridade em relação aos espíritos que aqui estavam, suscitando mais uma vez uma condição de orgulho. Além disso, “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido.” (Lucas 12:48).
O homem ficou muito triste com tudo aquilo. Entrou dentro de si mesmo e com toda a sinceridade pensou: Sim, é isso mesmo. Eu fui uma pessoa arrogante por ser espírita e por tudo o que eu fazia. Esse orgulho neutralizou todo o mérito de minhas ações. Mas tudo bem, eu mereço estar aqui no umbral. Vou ficar por aqui mesmo, quem sabe eu aprendo alguma coisa. Não me importo mais comigo e entrego minha vida a Deus… Como disse Jesus, “Que seja feita a vontade de Deus e não a minha”.
O homem caiu no chão e apenas se entregou a Deus com fé. Nesse momento, não tinha mais nenhum sentimento de auto-importância. Fechou os olhos e deixou tudo fluir…
Nesse momento, seu corpo começou a se tornar um corpo de luz e, sem nem perceber, começou a se elevar novamente. Assim que chegou a uma zona mais elevada, abriu os olhos e, para sua surpresa, havia se libertado do umbral. Dessa vez, nem percebeu que estava se elevando e se libertando.
Um dos espíritos trevosos estava esperando por ele nesse plano mais elevado. Tirou a capa preta e uma luz maravilhosa começou a brilhar. O espírita percebeu que esse espírito não era negativo, mas um espírito de luz que o estava ajudando desde o início. O espírito disse:
– Tua renúncia de ti mesmo no último momento te salvou do umbral. Que tudo isso sirva de lição para você, meu filho. Toda essa experiência que você passou serve para os membros de qualquer religião. E não se esqueça jamais do que disse Jesus:
“Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.” (Mateus 6:3)

(Hugo Lapa)

sábado, 2 de dezembro de 2017

“ATIVIDADE NOTURNA DO ESPIRITO. O QUE O NOSSO ESPIRITO FAZ ENQUANTO DORMIMOS? ”


Durante o sono o Espírito desprende-se do corpo; devido aos laços fluídicos estarem mais tênues. A noite é um longo período em que está livre para agir noutro plano de existência. Porém, variam os graus de desprendimento e lucidez. Nem todos se afastam do seu corpo, mas permanecem no ambiente doméstico; temem fazê-lo, sentir-se-iam constrangidos num meio estranho (aparentemente).
Outros movimentam-se no plano espiritual, mas suas atividades e compressões dependem do nível de elevação. O princípio que rege a permanência fora do corpo é o da afinidade moral, expressa, conforme a explanação anterior, por meio da afinidade vibratória ou sintonia.
O espírito será atraído para regiões e companhias que estejam harmonizadas e sintonizadas com ele através das ações, pensamentos, instruções, desejos e intenções, ou seja, impulsos predominantes. Podendo assim, subir mais ou se degradar mais.
O lúbrico terá entrevistas eróticas de todos os tipos, o avarento tratará de negócios grandiosos (materiais) e rendosos usando a astúcia. A esposa queixosa encontrará conselhos contra o seu marido, e assim por diante. Amigos se encontram para conversas edificantes, inimigos entram em luta, aprendizes farão cursos, cooperadores trabalharão nos campos prediletos, e, assim, caminhamos.
Para esta maravilhosa doutrina, conforme tais considerações, o sonho é a recordação de uma parte da atividade que o espírito desempenhou durante a libertação permitida pelo sono. Segundo Carlos Toledo Rizzini, interpretação freudiana encara o sonho como apontando para o passado, revelando um aspecto da personalidade.
Para o Espiritismo, o sonho também satisfaz impulsos e é uma expressão do estilo de vida, com uma grande diferença: a de não se processar só no plano mental, mas ser uma experiência genuína do espírito que se passa num mundo real e com situações concretas. Como vimos, o espírito, livre temporariamente dos laços orgânicos, empreende atividades noturnas que poderão se caracterizar apenas por satisfação de baixos impulsos, como também, trabalhar e aprender muito. Nesta experiência fora do corpo, na oportunidade do desprendimento através do sono, o ser, poderá ver com clareza a finalidade de sua existência atual, lembrar-se do passado, entrevê o futuro, todavia a amplitude ou não dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução do espírito.
Verifiquemos três questões do Livro dos Espíritos, no capítulo VIII, perguntas: 400, 401 e 403.
P-400 “O Espírito encarnado permanece de bom prazer no seu corpo material? - É como se perguntasse a um presidiário, se gostaria de sair do presídio. O espírito aspira sempre à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.
P-401 “Durante o sono a alma repousa como o corpo? - Não, o espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços entre corpo e espírito e, ele se lança pelo espaço e entra em relação com os outros espíritos sintonizados por ele.
P-403 “Como podemos julgar a liberdade do espírito, durante o sono? - Pelos sonhos.
O sono liberta parcialmente a alma do corpo, quando adormecido o espírito se acha no estado em que fica logo a morte do seu corpo.
O sonho é a lembrança do que o espírito viu durante o sono. Podemos notar, que nem sempre sonhamos. Mas, o que isso quer dizer? Que nem sempre nos lembramos do que vimos, ou de tudo o que havemos visto, enquanto dormimos. É que não temos ainda a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes somente nos fica a lembrança da perturbação que o nosso Espírito experimentou.
Graças ao sono os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. As manifestações, que se traduzem muitas vezes por visões e até mesmo, “assombrações” mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos. Elas podem ser: uma visão atual das coisas, futuras, presentes ou ausentes; uma visão do passado e, em alguns casos excepcionais, um pressentimento do futuro. Também muitas vezes são quadros alegóricos que os Espíritos nos põem sob as vistas, para dar-nos úteis avisos e salutares conselhos, se se trata de Espíritos bons, e para induzir-nos ao erro, à maledicência, às paixões, se são Espíritos imperfeitos.
O sonho é uma expressão da vida real da personalidade. O espírito procura atender a desejos e intenções inconscientes e conscientes durante esse tempo de liberdade temporária. Conforme o grau, tipo de sintonia e harmonia gerada pela afinidade moral com outros Espíritos, direciona-se automaticamente para a parte do mundo espiritual que melhor satisfaça essa sintonia e suas metas e objetivos, ainda que não lícitos; e aí conta com amigos, sócios, inimigos, desafetos, parentes, “mestres” etc.
Contamos ainda com mais dois tipos de sonhos. O primeiro é o premonitório, quando se toma algumas informações ou conselhos sobre algum acontecimento futuro. O segundo é o pesadelo, ou seja, o sonho ansioso, em que entra o terror. É também uma experiência real, porém, penosa; o sonhador vê-se pressionado por inimigos ou por animais monstruosos, tem de atravessar zonas tenebrosas, sofrer castigos, que de fato são vivências provocadas por agentes do mal ou por desafetos desta ou de outras vidas.
Aluney Elferr Albuquerque Silva

Fonte: Portal do Espirito
https://espirito.org.br/

“COMO CUMPRIR ÀS MISSÕES DE VIDA QUE VOCÊ PLANEJOU NO PLANO ESPIRITUAL ANTES DE NASCER??”


Antes de nascer, o espírito prepara sua encarnação com o auxílio de outros espíritos mais evoluídos. Juntos decidem: você vai reencarnar com quais objetivos? Quais as metas a serem conquistadas nesta nova etapa da vida?
Alguns podem nascer com a meta de aprender a controlar a raiva. Outros para controlar seu orgulho, etc. O espírito reencarna com vários objetivos a serem atingidos; estes objetivos são as MISSÕES DE VIDA.
A vida do espírito encarnado é preparada para que ele possa atingir estes objetivos, se enfrentar os desafios e aprender. A vida é uma sala de aula, e as missões de vida são as lições prioritárias a serem aprendidas.
Perguntas muito comuns: como posso descobrir as minhas missões de vida? O que posso fazer para cumprir cada uma delas?
“Marcelo Augusto era um bom pai, trabalhador e presente na vida dos filhos. Mesmo assim, quando acontecia algum problema em família ele tinha um desejo enorme de sair de casa e sumir da vida da mulher e dos filhos. Sua fantasia era que os filhos não gostavam dele e o abandonariam. Seus filhos tinham um, quatro e oito anos. Eram crianças pequenas, que o adoravam. Mas, a insegurança sempre reaparecia ao menor problema. Um dia ele ficou bravo com o filho mais velho e, impulsionado por uma angústia muito grande, trancou-se no quarto. Em pouco tempo, a vontade de ir embora era incontrolável. Saiu do quarto, pegou o carro e foi embora dizendo que nunca mais o veriam de novo. Ele dirigiu pela cidade e chegou a uma rodovia disposto a desaparecer de tudo e de todos. Um pensamento ficou reverberando na sua mente: “você vai começar tudo de novo? Tudo outra vez? Você vai fazer tudo igual de novo”? Aquele pensamento o chocou. Ele parou o carro na beira da estrada e tomou a decisão: “desta vez não vou desistir dos meus filhos”. Voltou para casa onde encontrou toda a família chorando. Depois dessa situação ele procurou a terapia.” (pág. 69)
A vida do Marcelo Augusto, uma das 43 descritas no livro Nascer Várias Vezes, mostra um conflito pessoal muito grande. Ele teve uma pequena desavença com o filho, o que  desencadeou uma tempestade emocional dentro dele. Ao mesmo tempo em que ele tentou fugir, um outro lado de sua mente emitiu um sinal diferente: “você vai fazer tudo igual de novo?”.
Antes de nascer, no plano espiritual, o espírito que encarnou como Marcelo Augusto decidiu que enfrentaria o desafio de construir e manter uma família unida, baseada no amor e no respeito mútuo. Para este espírito, com muitas encarnações com vidas familiares desastrosas, era um desafio muito importante e difícil. Uma de suas missões de vida era: nascer, crescer, casar e manter sua família unida. Ele era capaz de atingir este objetivo, mas teria que enfrentar suas limitações internas.
Regra um: toda missão de vida possui desafios a serem superados pelo espírito encarnado. Mesmo não sendo fácil, o espírito possui plenas condições de realizá-la. Jamais é dada a alguém uma missão que ele não pode cumprir.
Ou seja, para realizar a missão de vida a pessoa deve tornar-se melhor. Ela deve aprender e desenvolver qualidades e habilidades úteis ao espírito. Ninguém nasce 100% preparado para cumprir suas missões de vida (exceção dos espíritos de luz que encarnam como missionários). O objetivo da encarnação é que o espírito amadureça, aprenda e se desenvolva. Portanto, cada missão exige que a pessoa tenha condição de realizá-la; desde que desenvolva as habilidades e qualidades necessárias.
Regra dois: a imensa maioria das suas missões de vida está "na sua frente".  Está no seu presente, no aqui-agora. Se não estiver no seu presente, você realizará escolhas ou tomará decisões que te encaminhará até elas ou próximas delas. Todavia, o passo decisivo para realizá-la dependerá de sua escolha pessoal.
Explicando de uma forma mais simples: quase tudo que você vive está relacionado com suas missões de vida. Um homem largou a faculdade para ter dinheiro para comprar um carro. Toda sua família disse que aquilo era uma loucura, mas ele fez. Perdeu a oportunidade de melhorar de vida no futuro, para ter uma satisfação no presente. Ele não precisava saber de sua vida no plano espiritual para tomar a decisão de romper com a impulsividade e o imediatismo que dominava sua mente. Uma das suas missões de vida era lutar contra a impulsividade (querer tudo agora e não conseguir plantar algo para colher no futuro). A vida no aqui-agora, mostrava para ele esta necessidade. É muito importante prestar atenção na vida real, ela é o maior SINAL que indica quais qualidades que a pessoa deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.
A vida é uma lição. Para aprender e vencer você deve fazer o que é necessário e não ficar escolhendo o tempo todo. A pessoa decide o que quer (quero ser advogado, vou fazer o curso de direito – por exemplo) quando a pessoa toma a decisão inicial (foco). Após a decisão inicial ela deve desistir de continuar decidindo; deve fazer o que é o necessário. Ela não pode decidir se assistirá aula ou não; ela deve enfrentar o desafio de assistir as aulas, pois este é o foco da decisão inicial. Tudo que te desviar do seu foco são dificuldades que você deve enfrentar para se tornar uma pessoa melhor. As dificuldades para atingir o foco te avisarão quais são as qualidades que você deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.
Preste atenção: As dificuldades para atingir o foco te avisarão quais são as qualidades que você deve desenvolver para cumprir suas missões de vida.
Exemplo: Maria lutou muito para estudar. Com muita disciplina e perseverança ela conquistou seu diploma e foi promovida na empresa na qual trabalhava. Sua relação com a mãe, desde a infância, foi muito complicada e dolorosa. A mãe envelheceu e adoeceu. Maria cuidou da mãe até ela falecer. A disciplina que desenvolveu tornou mais fácil vencer o desafio de cuidar da mãe. Aos poucos, ela perdeu a raiva e a mágoa que guardava do espírito que era sua mãe e que já havia estado ao seu lado em outras encarnações. Ao cuidar da mãe nos momentos finais da vida é que conseguiu superar desavenças de várias encarnações e cumprir uma de suas missões de vida. Ter desenvolvido a disciplina foi fundamental para a escolha cuidar da mãe (se não tivesse disciplina, a raiva iria afastá-la da mãe; e se não cuidasse da mãe não conseguiria superar a raiva dentro dela). Houve também outros SINAIS (que explicarei mais à frente).
Resumindo: você não precisa se lembrar do plano espiritual e saber quais são suas missões de vida porque cada momento da vida traz desafios que devem ser vencidos e que estão relacionados direta ou indiretamente com as suas missões de vida. Preste atenção no seu presente e aprenda as lições que a vida quer te ensinar. Se você realizar esta tarefa “simples”, você estará cumprindo suas missões de vida.
Todavia, é muito importante entender o que são os sinais.  Quase todos os sinais são informações que seu espírito manda para sua consciência. Marcelo Augusto recebeu esta informação de forma clara e objetiva; “ele ouviu” uma frase na sua mente e, por causa dela, voltou para casa (sobre este ouvir, leia aqui).
Para entender os sinais: “Você é muito maior do que suas poucas décadas de vida. Existe muita sabedoria acumulada ao longo de milênios. Parte desta sabedoria está inscrita em sua mente. O espírito que você é cumpre o papel de influenciar sua mente desde a concepção até hoje. A “disputa” é: quanto desta sabedoria será capaz de influenciar sua consciência?”  ( do texto: Para evoluir é necessário reencontrar a autenticidade do próprio espírito )
Ou seja, o espírito fica o tempo inteiro interagindo com o corpo/mente/consciência. Se a pessoa escutá-lo, será mais fácil perceber os sinais. Se ela se mantiver alienada, confusa ou com a mente desequilibrada será muito mais difícil perceber os sinais.
Existem vários tipos de sinais. Pode ser, por exemplo, a lembrança de alguém – algumas vezes estas lembranças são estimuladas pelo espírito com a finalidade de levá-lo a ficar mais próxima desta pessoa. Pode ser a sensação de bem estar ou mal estar perto de uma pessoa, sem que haja motivo aparente. São milhares de tipos de estímulos, porque o espírito estimula o corpo, os sentimentos, as sensações e as intuições o tempo inteiro. Com isto, acaba por direcionar a vida da pessoa para as proximidades das situações necessárias para realizar as missões de vida (livro com mais detalhes deste processo de direcionamento).
Casais que possuem o planejamento de se juntarem durante a reencarnação - planejamento realizado no plano espiritual - podem se conhecer em meio a milhares de pessoas. Ao se verem, o espírito estimula a consciência a se aproximar daquela pessoa. O espírito tem inscrito nele sua missão de vida e estimulará para que ela aconteça. O estímulo pode se transformar em ação ou não. Daí a importância de aprender a “escutá-lo”.
Atenção:  A consciência tem sempre a palavra final. O espírito pode, por exemplo, estimular a pessoa a se aproximar de outra para realizar sua missão de vida. A consciência decide. Ela pode decidir se aproximar, ou pode decidir ir para o bar pegar mais uma cerveja. O espírito emite sinais, dicas, tendências, interesses, sensações; mas quem decide é a consciência. É o livre arbítrio.
Os sinais mais poderosos são os potenciais que você traz dentro de si e que podem ser desenvolvidos ou não. Os potenciais são formados por recursos desenvolvidos em outras encarnações e que se forem estimulados desenvolvem rapidamente. Liderança, paciência, percepção de risco e centenas de outras qualidades e habilidades podem estar dentro de você como potenciais.  Estes potenciais desenvolvem se forem estimulados. Caso contrário, permanecem apenas como potenciais.
O espírito age para que você cumpra suas missões de vida. Ele te encaminha para o caminho que você tem que trilhar. Para caminhar por este caminho é necessário desenvolver qualidades e habilidades (além de aproveitar os potenciais pessoais). Estas qualidades e habilidades são desenvolvidas no dia-a-dia, a partir da realidade da vida. Se a pessoa aprender as lições que a vida quer ensinar e for coerente com suas decisões iniciais, irá necessariamente se fortalecer e desenvolver as qualidades que necessitará para realizar e ter sucesso em suas missões de vida.
Suas missões de vida estão na sua frente; estão presentes nos desafios que você enfrentará no seu dia-a-dia. Estão presentes nos sinais que receberá do seu espírito e “da vida”. Preste atenção nos sinais e tenha coragem de se tornar uma pessoa melhor a cada desafio.
Autor: Regis Mesquita-

Fonte: Blog Nascer Várias Vezes
www.nascervariasvezes.com/

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

“CASAMENTOS INFELIZES


Cremos que este seja um dos assuntos mais delicados da vida humana e não pode ou não deve ser tratado com displicência.
Vemos, no cotidiano, casais inúmeros que não se compatibilizam com o compromisso assumido com 'aquela' pessoa eleita para compor o lar, a família, e repartir a alegria, a felicidade e os eventuais imprevistos que o porvir reserva a todos.
Vemos, isso sim, casais desesperados que se arrependem do ato matrimonial, já no primeiro dia do casamento.
Outros, ao longo do tempo, enxergam outra estrada, que não aquela em que se encontram, a lhes oferecer melhor chance de bem-estar. Outros, ainda, simplesmente recuam frente ao que acreditam ser um grande desafio e retornam à origem, não ligando muita importância ao resultado dessa união: os filhos.
• Se considerarmos nossa extensa existência, através de vidas sucessivas, vamos compreender certas uniões consideradas como 'provacionais', em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual. Estes, são os casamentos mais frequentes.
Fica evidente que não há, aqui, qualquer conotação de obrigatoriedade no tocante à necessidade de que este se concretize perante as autoridades religiosas ou mesmo em cumprimento à legislação civil, tão somente para estabelecer as regras de direito e sucessão, nas questões de valores e responsabilidades.
O que interessa, em qualquer caso, é o compromisso afim, a responsabilidade que ambos assumem, perante o Criador.
O médium Francisco Cândido Xavier nos presenteia com a mensagem 'Vida Conjugal', enviada por Emmanuel e que faz parte do livro Vinha de Luz:
"As tragédias da vida conjugal costumam povoar a senda comum. Explicando o desequilíbrio, invoca-se a incompatibilidade dos temperamentos, os desencantos da vida íntima ou as excessivas aflições domésticas.
O marido disputa companhias novas ou entretenimentos prejudiciais, ao passo que, em muitos casos, abre-se a mente feminina ao império das tentações, entrando em falso rumo.
Semelhante situação, porém, será sempre estranhável nos lares formados sobre escolas da fé, nos círculos do Cristianismo.
Os cônjuges, com o Cristo, acolhem, acima de tudo, as doces exortações da fraternidade.
É possível que os sonhos, muitas vezes, se desfaçam ao toque de provas salvadoras, dentro dos ninhos afetivos, construídos na árvore da fantasia. Muitos homens e mulheres exigem, por tempo vasto, flores celestes sobre espinhos terrenos, reclamando dos outros, atitudes e diretrizes que eles são, por enquanto, incapazes de adotar e o matrimônio se lhes converte em instituição detestável.
O cristão, contudo, não pode ignorar a transitoriedade das experiências humanas. Com Jesus, é impossível destruíres divinos fundamentos da amizade real. Busque-se o lado útil e santo da tarefa e que a esperança seja a lâmpada acesa no caminho...
Tua esposa mantém-se em nível inferior à tua expectativa? Lembra-te de que ela é mãe dos teus filhinhos e serva de tuas necessidades. Teu esposo é ignorante e cruel? Não olvides que ele é o companheiro que Deus te concedeu..."
Carlos Pompéia - Jornal Espírita - julho/05

Fonte_ A casa do Espiritismo
www.acasadoespiritismo.com.br/

“UM DIA COM O DR. FRITZ: A MEDIUNIDADE DE CURA. VOCÊ JÁ PASSOU POR CIRURGIA ESPIRITUAL? SABE ONDE ENCONTRAR?

No ótimo livro intitulado “Cirurgias Espirituais: por um médium do Dr. Fritz”, Roberto Barbosa conta uma fantástica história sobre o desenvolvimento da sua mediunidade e a sua relação, que vem de vida passada, com o Espírito conhecido por “Dr. Fritz”, quem trabalhou inicialmente com o seu primo, Alexsandro, e mais tarde, no início de 2004, passou a operar por meio dele próprio.​
O trabalho de médium de cirurgiões espirituais já vinha sendo realizado por Roberto antes mesmo de 2004. Começou em Maranguape/CE e depois passou a ficar sediado na Casa da Caridade, em Fortaleza/CE, que passou a se chamar “Casa da Caridade Dr. Adolph Fritz”, no ano de 2009. Durante todo esse tempo, Roberto e seus colegas também fizeram viagens a outras cidades e estados para levar esse belíssimo trabalho às pessoas que necessitam da cura espiritual.
A mediunidade de cura é muito antiga, mais ou menos discutida e pouco estudada. Um bom livro sobre o tema é “Mediunidade de Cura”, de respostas do Espírito Ramatís, por meio do médium Hercílio Maes, a perguntas realizadas por encarnados.
Como Roberto lembra no seu livro antes referido, a maioria das doenças começa no Espírito e se manifesta no corpo material como que por repercussão. A causa pode ser um fato de vida passada, o que gera o chamado “carma”, efeito desvelado por um pensamento, comportamento ou ato do indivíduo.
Se ele bebia, fumava, usava outras drogas ou algo parecido, por exemplo, pode ser que venha a sofrer as consequências disso apenas na sua vida seguinte ou até mesmo mais à frente, dependendo das suas programações reencarnatórias e de seus pensamentos, comportamentos e atos no futuro.
A doença pode, então, ter sido causada na mesma encarnação ou em uma anterior, porém pode ser “desarmada” antes mesmo de se manifestar na matéria grosseira, se o indivíduo, por exemplo, praticar muito o bem e terminar merecendo se livrar daquele carma. A cirurgia espiritual surge, então, como um dos meios para “desarmar a bomba cármica” programada no períspirito da pessoa.
Normalmente, contudo, essas cirurgias acontecem em casos nos quais a doença já se manifestou materialmente e está levando alguém a sofrer. O livro de Roberto conta em detalhes casos espetaculares de curas feitas por Espíritos utilizando ele mesmo como médium ou outras pessoas.
Não há porque duvidar do que é contato no livro, pois a mediunidade de cura está registrada em vasta literatura, havendo, inclusive, vídeos na Internet que registram alguns tratamentos.
O médium João de Deus se tornou internacionalmente conhecido após aparecer, dentre outros, no programa da famosa americana Oprah Winfrey, cuja primeira parte pode ser encontrada aqui: https://www.youtube.com/watch?v=jvFCxdmTHOk&t=371s.
Há muitos anos, milhares de pessoas vêm sendo curadas em Abadiânia, no interior de Goiás, e isso acontece também em outros locais do Brasil e do mundo. Além da cura, um dos maiores “milagres” (na verdade, os acontecimentos são puramente naturais e serão explicados pela ciência terrena mais cedo ou mais tarde) da cirurgia espiritual é fortalecer a fé de muitos dos assistidos na espiritualidade, na existência de inteligências invisíveis, levando-os a buscar mudanças nos seus pensamentos, comportamentos e atos, procurando, por exemplo, mais autoconhecimento e evolução moral.
O trabalho de Roberto é semelhante ao de João de Deus e de muitos outros, mas, diferentemente deste, ele pediu ao Dr. Fritz que não trabalhasse com cortes no corpo material, uma vez que eles geram muita repercussão e riscos demais de questionamentos, segundo Roberto acertadamente lembra no livro.
Fazia algum tempo que este autor gostaria de saber mais sobre tal trabalho, pois, inclusive, foi pego de surpresa em uma viagem aos Estados Unidos em 2014, quando suas inquilinas americanas, que haviam locado um quarto do seu apartamento para ele em San Diego, na Califórnia, já conheciam as histórias sobre seu compatriota João de Deus antes do próprio autor.
Por questões que somente a Espiritualidade pode explicar, Roberto e equipe vieram realizar seu trabalho de cirurgia espiritual em Sobral/CE, mas o autor, apesar da curiosidade que tinha, por estar envolvido com outras atividades, não pensou inicialmente em ir conhecê-lo, nem em ser tratado.
Então, na semana das cirurgias espirituais, uma amiga comentou que sua colega teria pego uma das pré-senhas para ser assistida, mas, por alguma razão, não iria poder comparecer, tendo entregue a pré-senha a ela, que gostaria de dar ao autor.
Tendo em vista esse acontecimento e intuído de que deveria fazer a cirurgia espiritual, este autor recebeu a pré-senha e lá foi ao Centro Espírita Jesus de Nazaré (Cejen), em Sobral/CE, no domingo, dia 23 de julho de 2017, unicamente com a intenção de ser curado de alguns problemas físicos e espirituais.
Por mais razões que somente a Espiritualidade explica, numa sucessão de fatos, o autor foi convidado a ajudar a levar os assistidos que saíam da sala de cirurgia à “farmácia” improvisada na qual eles receberiam instruções e alguns medicamentos para continuação do tratamento nos dias seguintes.
Ao aceitar o convite, logo em seguida, houve novo pedido para que trabalhasse dentro da própria sala de cirurgia, mesmo apesar de ter ali pessoas muito mais preparadas para tanto. Aliás, o autor, vestindo uma bermuda, sequer estava trajado adequadamente para aquela atividade.
Talvez, o objetivo fosse exatamente nos situar numa posição que tornasse mais fácil entender o trabalho no seu todo e divulgá-lo, como se faz agora. A atividade do autor consistia em repor o material na bandeja dos médicos espirituais enquanto estivessem “incorporados” nos médiuns trabalhando, ou seja, “realimentar” rapidamente a(s) bandeja(s) com algodão, álcool e esparadrapos em tamanhos diversos.
O trabalho foi realizado em duas salas. Havia três médiuns se revezando, com Espíritos médicos neles “incorporados”, mas com outros que os auxiliavam e que até “incorporavam” nos mesmos médiuns em caso de uma necessidade, talvez por um Espírito ser mais especialista do que outro a respeito de determinadas doenças.
Em dado momento, diante de um caso aparentemente complicado nos pés de um homem, o médium ficou com os olhos fechados por uns instantes, e, ao abrir os olhos, começou a falar com timbre de voz e jeito de se expressar completamente distintos, ficando claro que dois Espíritos teriam “trocado de lugar”.
O autor ficou lotado na sala 2, onde Roberto começou trabalhando com o Dr. Fritz. Antes de iniciar, como é típico no meio espírita, foi feita uma prece para canalizar boas vibrações e pedir ajuda aos bons Espíritos para que cuidassem daquele importante trabalho.
Todos da sala estavam de mãos dadas, em corrente. O autor estava com a mão direita dada com uma pessoa de quem não se recorda mais exatamente, e a mão esquerda havia sido dada ao próprio Roberto, que iria receber o Dr. Fritz. Não havia porque ficar tão nervoso e emocionado, pois, afinal, vinha estudando sobre Ciência Espírita e sabia que era mais um dia de trabalho para aqueles encarnados e desencarnados, pessoas cheias de amor e que fariam tudo dar certo, mas as nossas fraquezas humanas falam mais alto.
Ao concluir a prece, Roberto deu uma leve tremida, muito típica da incorporação, e disse a todos, com uma voz bastante diferente da sua: “Vamos trabalhar? ” Era o Dr. Fritz, com todo seu foco e disciplina.
Ao longo de horas, foi possível ver pessoas se emocionando e chorando muito sem causa aparente, outras que chegavam sentindo dor e saíam não sentindo mais nada, diálogos entre os Espíritos e os pacientes sobre algo que um Espírito protetor ou familiar do paciente estava dizendo, e aí mais choro... Foi uma manhã dessas que somente fortalecem a fé e emocionam qualquer um que participe de um trabalho desse tipo. Ao final de mais de 3 horas de trabalho, cerca de 200 pessoas foram atendidas.
Para muitos que estão desenganados com certas doenças, vale a pena tentar uma cirurgia espiritual, continuando com o tratamento médico. Na pior das hipóteses, a pessoa gastará algum tempo, mas, muito provavelmente, obterá melhora ou cura do seu quadro, despertando ou fortalecendo a sua fé, que pode ser um resultado ainda melhor do que a própria cura, como dito.
Os índices de melhora (78%) e de cura (42% a 43%) têm sido muito altos, segundo o próprio Dr. Fritz explica e está registrado no livro.
Eles caem em se tratamento de cirurgia espiritual à distância, aquela na qual há intermediação de alguém em lugar do paciente ou na qual os Espíritos visitam (visita espiritual) o paciente em casa, não havendo contato com um médium. No primeiro caso, os índices têm sido de 34% de melhora e 14% de cura total. No segundo caso, os índices têm sido 28% de melhora e 2% a 3% de cura total.
A fé, essa essencial faculdade, esse sentimento inato do homem, é importante em trabalhos de cura espiritual. Se o paciente tem fé, está com o Espírito receptivo, o trabalho tende a fazer mais efeito, porém o próprio Dr. Fritz destaca, e Roberto transcreve fala dele no livro, que o trabalho é médico, científico, de modo que tende a levar à cura havendo ou não fé.
É fundamental na vida ter fé e entender sua relevância, mas os indivíduos não devem se enganar a ponto de acreditar que somente a fé, por si, resolverá sempre os seus problemas, pois há leis da Natureza a serem respeitadas e técnicas específicas para solução de problemas materiais e espirituais.
A fé deve ser ativa, disciplinada, esforçada, e precisa se utilizar dos conhecimentos mais avançados, para que possa ter seus efeitos maximizados.
Outra questão que chama a atenção é o fato de a reforma moral não ser fator imprescindível para a cura, segundo afirma o próprio Dr. Fritz:
“Como médico, minha meta é curar as pessoas. Não me importa se vão se tornar melhores ou não. O meu trabalho não é esse, o meu trabalho é agir como médico, o que é 100% científico, consequência de técnicas e métodos espirituais de atendimento ao perispírito doente e não passa por questões de fé. Claro que, quando meu paciente tem fé, o meu trabalho rende mais. Quando o paciente passa por uma transformação moral isso quer dizer que a semente que foi plantada nele, através do meu processo fluídico em comunhão com o médium, está sendo cuidada e isso é muito bom, tanto para o paciente como para o resultado do meu trabalho” (Cirurgias Espirituais, p. 87).
A explicação acima só confirma o que viemos defendendo nos textos anteriores: a transformação moral é o objeto principal das nossas vidas encarnadas e desencarnadas, mas não se pode esquecer que problemas espirituais, como obsessões e muitos outros, têm causas e tratamentos variados, devendo-se usar, como coloca o Dr. Fritz, todas as melhores técnicas e métodos para a cura, o que requer muita pesquisa, estudos e experiência. A reforma moral determinará se a doença irá retornar ou não, mas o tratamento, frequentemente, independe dela.
Os tratamentos com ervas e outros elementos da natureza, tão comuns na Umbanda e sobre os quais recai preconceito em boa parte do movimento espírita, são defendidos pelo Dr. Fritz e utilizados nas equipes que trabalham com ele. Segundo palavras dele mesmo transcritas no livro “Cirurgia Espiritual”, na página 99:
“O corpo humano é um verdadeiro laboratório e os chás, ervas e emplastros que são receitados nas cirurgias espirituais são compostos químicos tratados na espiritualidade que interagem com a química própria de cada paciente. Certa vez curei uma paciente que estava com um problema no fígado com um colírio, um chá para prisão de ventre e uma massagem nas costas”.
Aqueles que possuem o conhecimento espiritual não podem se furtar de utilizar todos os recursos existentes para a cura das pessoas. Os espiritualistas em geral devem estar atentos para o fato de que os tratamentos precisam ser holísticos, assim como a educação já o deve ser desde o ventre da mãe.
Torçamos para que a Federação Espírita Brasileira (FEB) divulgue esse conhecimento e incentive a adoção de tratamentos e processos educacionais mais holísticos, que permitam a cura e o desenvolvimento do ser em toda a sua magnitude possível neste momento evolutivo.
Que Deus continue abençoando os Espíritos curadores e seus médiuns para que mais e mais pessoas sejam curadas e para que a certeza da vida após morte e da importância do progresso espiritual fique marcada cada vez em mais corações.
Fórum Espirita- por Marcos Villas-Boas

Fonte: ESPIRIT BOOK
www.espiritbook.com.br/

“MEU IRMÃO ME ODEIA. O QUE POSSO FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?

Quando um irmão odeia o outro é sinal que esta animosidade surgiu em uma vida passada?
Tudo na vida humana sofre influência de outras encarnações ou do plano espiritual, simplesmente porque nosso espírito possui milhares de anos e já reencarnou centenas de vezes. A vida encarnada atual é uma continuidade, sob novas condições, desta vida maior do espírito.
Esta continuidade não quer dizer que tudo na vida atual tem origem no que aconteceu antes do nascimento. Explico: uma pessoa malvada faz malvadezas. Esta pessoa malvada pode prejudicar alguém nesta vida e esta pessoa começar a ter raiva de quem lhe prejudicou. A origem da raiva está na situação negativa vivida nesta vida. A forma como esta raiva irá atingir a mente e o corpo do raivoso será influenciada pelo seu nível evolutivo, pelas experiências anteriores e pelo planejamento de vida feito antes de encarnar. Suponhamos que esta pessoa planejou uma vida com tendências a agressividade, justamente para aprender a ter autocontrole. Dentro dela existe em potencial a capacidade de se autocontrolar, e existe também a tendência à agressividade. Quando o malvado a prejudica, imediatamente é dinamizada a raiva e entra em ação as potências que terá que desenvolver.
Resumindo: a raiva nasceu de um evento desta vida. A forma como a pessoa processa a raiva é uma somatória de fatores da vida atual com fatores cujas origens estão antes do nascimento.
O mesmo acontece entre irmãos. Eles podem ter histórias conjuntas anteriores ou, as vezes, não tem nenhuma relação anterior. É muito comum pessoas que viveram juntas em outras encarnações renascerem juntas. Porém, também é comum pessoas renascerem juntas sem terem vínculos anteriores. Tudo depende do planejamento de vida feito no plano espiritual, antes do reencarne.
Irmãos renascem em uma mesma família para compartilhar um espaço e uma cultura comum. São obrigados a viverem juntos durante vários anos. Nesta convivência intensa cada um expressa o que existe de melhor e de pior em si. Às vezes, agridem o outro e nem percebem isto. Ou depreciam, enganam, desprezam. A vida entre irmãos é cheia de dificuldades, porque são espíritos imaturos, vivendo juntos em corpos imaturos. Deste caldo de imaturidade recíproca podem surgir grandes desavenças.
Uma importante atitude para superar qualquer obstáculo na vida é se perguntar: qual a minha participação nesta dificuldade? Onde estou errando e não estou percebendo? Como somos seres em evolução é provável que existam pontos (grandes ou pequenos) a serem melhorados. Não se culpe! Se perdoe! Foque em desenvolver habilidades e qualidades. Mesmo que o outro não mereça, você merecerá os frutos da sua própria evolução. Quando amadurecemos, todos colhem os frutos de nosso amadurecimento.
O seu irmão pode ser uma pessoa desequilibrada, um invejoso, egoísta, fraco, etc. Saiba que se você não fez nada muito grave, a responsabilidade pelas escolhas e atitudes do irmão será exclusivamente dele. Pessoas que odeiam são capazes de realizar injustiças; portanto, saiba se defender. É necessário amor, dedicação, compaixão e percepção da realidade. Entendendo a realidade, você saberá se defender.
Ofereça o que é bom. Evite ao máximo se defender usando o que é negativo. Ofereça o que é nobre, justo, honesto e harmonioso. A retribuição será pouca. Esteja pronto para receber pouco. Explique a lógica da vida e faça o exercício do perdão contínuo. É muito difícil perdoar continuamente quem só lhe trará negatividades. Se esforce! Se não conseguir, não se culpe.
Tenha planejamento. Às vezes, não vale a pena ficar insistindo. O tempo pode ser um ótimo curador. Tome cuidado apenas para não aumentar a já desgastada relação. Observe a realidade e planeje suas ações. Prepare-se sempre para perdoar. Lembre que o maior beneficiário do perdão não é quem recebe, é quem dá. O perdão é uma limpeza mental que abre espaço para muito prazer e muita satisfação na vida em geral. Uma raiva contra alguém é como carregar um saquinho de areia durante todo o dia; o que gera um cansaço desnecessário.
Tendo ou não a origem em outra encarnação, quem tem mais equilíbrio deve fazer o esforço possível (jamais o esforço impossível) para gerar situações de equilíbrio. Uma das mais importantes caridades que podemos fazer com o outro é conversar sobre a lógica da vida saudável e nobre. Explique, converse, transmita a mensagem positiva centenas de vezes. Não espere resultado, o outro tem seu tempo e sua escolha. Você deve ser feliz, mesmo com este problema. Você deve ser eficiente e cultivar a boa vontade, a caridade, a racionalidade, a bondade. Jamais limite sua vida e sua evolução por causa do outro. Ofereça o que é bom, se esforce para superar o problema –  e não paralise sua vida.
Algumas vezes o ódio de agora surgiu em outra encarnação. Os dois nasceram juntos para ajuda mútua; quem nasce na mesma família deve ter em mente a necessidade de ajuda mútua. O que você pode e deve decidir é a forma de ajudá-lo. Sempre devemos desenvolver habilidades e qualidades para o nosso bem estar e para podermos ajudar ao próximo. Ninguém é mais próximo que o irmão/família, mesmo que exista distância física.
A vida é feita de desafios. Alguns deles exigem muita disciplina e perseverança, porque parece que os esforços nunca dão resultados. Quem se esforça fica mais forte e planta uma sementinha. Dependerá da escolha do outro o momento em que esta sementinha irá germinar. Paciência e perseverança são fundamentais.
Finalizando: jamais deixe de ajudar, mesmo que seja em pensamentos ou orações. O maior beneficiário será você. Ele, por sua vez, terá uma oportunidade a mais para evoluir e superar este sentimento que envenena a alma.

Fonte: Blog. Nascer Várias Vezes -Autor: Regis Mesquita
www.nascervariasvezes.com/