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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Doenças Sob a Visão Espírita,Doenças cármicas e enfermidades

Doenças cármicas são enfermidades trazidas de outras existências como consequência de danos físicos cometido contra qualquer ser vivente ou a si mesmo. O carma físico envolve não apenas carmas de mortes por meios diretos ou indiretos, mas também carmas de ordem sexual, mental ou emocional. Consequentemente estas enfermidades estão presentes no nosso DNA e plasmado nos nossos registros akáshicos que abrangem tudo o que ocorreu, ocorre e ocorrerá com cada um de nós. As informações dos Registros Akáshicos só serão dadas a uma pessoa quando ela estiver predisposta a trabalhar a cura destes padrões kármicos e sua parcela do planeta.
As doenças cármicas poderão se manifestar na atual existência dependendo do grau de reincidência ou do comprometimento da alma no carma envolvido. Tem se observado que na maioria das manifestações das doenças cármicas além do carma envolvido há indícios de obsessões de velhos desafetos que fazem eclodir no físico a manifestação destas enfermidades.
É muito comum mulheres com carmas de sucessivos abortos em outras encarnações serem acometidas por enfermidades no útero na atual existência o que as impedem de se tornarem mães. E quando isso ocorre o espírito escolhido para reencarnar como filho é o feto abortado em outras existência o que passa então a genitora a sofrer na grande maioria dos casos de ataques energéticos de mágoa, rancor ou vingança do espírito rejeitado. Conjuntamente atuam também neste processo carmico influências umbralinas e/ou espíritos obsessores que alimentaram o espírito da mãe de culpa e/ou medo decorrente do ato cometido.
Caso, entretanto, tenha a mãe e o filho em comum acordo pré-reencarnatório escolhido passarem pela experiência da gestação, ela poderá gerar um filho com deficiências físicas que o colocará na dependência dos cuidados da mãe enquanto viverem. Com certeza este filho também carrega um pesado fardo de carma físico a resgatar para escolher purgar suas faltas em uma existência através de uma deficiência física. Tudo está em ressonância no universo dentro dos parâmetros da justiça divina. Geralmente o carma físico envolve atos contra a vida de outros em outras encarnações.
Este carma pode ter sido individual ou coletivo. Um exemplo de carma coletivo é o do participante da inquisição católica que na idade média espalhou o terror pelo mundo, torturando e matando judeus, muçulmanos, bruxas, homossexuais ou quem se atrevesse a pensar diferente. Consequentemente sofrerá por muitas encarnações de problemas e perseguições de toda ordem em nível físico e espiritual até que seu carma seja transmutado.
O carma sexual além da morte por estupro também abrange magias sexuais com o intuito de manipular alguém por meio de práticas ocultas com objetivos pré-determinados. Na grande maioria dos casos o praticante destas magias permanece em freqüência com regiões umbralinas ligadas ao vale do sexo que dividem com o magista o prazer auferido da satisfação sexual com a “pretensa” vitima. Esta frequência poderá se estender por várias encarnações. É muito comum que neste tipo de vinculação e freqüência ocorra a transmissão de doenças venéreas e viróticas que funcionam como um chip das entidade astrais.
O carma mental induz em especial à perseguição mental da pretensa vítima. Desejos de vinganças, ódio, rancor e todo tipo de atrocidades a nível mental são emanadas pelo opressor com o intuito de destruir alguém por algo que se considera injustiçado. Neste caso é muito comum sendo o campo obsessor de forte atuação a nível mental causar inúmeros problemas a vitima como por exemplo, depressão, vazio interior, disfunções físicas e indução ao suicídio. Neste caso o opressor cria energias e formas chamados de Elementais.
Elementais são cargas ou frequências de energia mental e emocional emitida a partir de pensamentos e sentimentos, podendo assumir qualquer forma dependendo da vibração e intenção da fonte criadora do mesmo. Existem muitos elementais negativos formatados há séculos pelas nossas experiências dentro da matrix da manipulação, os quais se encontram arraigados na nossa alma e por conseqüência no nosso DNA. Alguns exemplos: raiva, ódio, inveja, ciúmes, medo, culpa, fanatismo, maldições, entre outros. Um elemental está formado pelas mesmas matérias e substâncias do Universo e por conseqüência pode adquirir vida própria e criar inúmeros prejuízos a vitima. Qualquer uma dessas ondas emitida por alguém para uma vítima, que possua a mesma codificação, poderá ser afetada por estarem vibrando na mesma freqüência ou se possuir inconscientemente esse tipo de elemental com ela estando às mesmas induzidas no mesmo carma mental.
O carma emocional além da morte por motivos passionais também envolve perseguições emocionais a vitima objeto da cobiça o que poderá gerar problemas de toda ordem a nível emocional e físico tanto a vítima quanto ao algoz por sucessivas encarnações. Aqui também entra os elementais que funcionam em nível de sentimentos sendo sua energia propulsora.
Consequentemente seja uma doença cármica de origem físico, mental, emocional ou sexual ela atuará até que o padrão cármico gerador da enfermidade seja transmutado. Para que a enfermidade seja totalmente desvinculada do padrão do DNA e dos registros akáshicos da alma em questão a cura deverá ser estendida a todos os níveis de consciência ou vidas co-relacionadas a vida atual onde a enfermidade foi detectada tendo em vista que quando a doença cármica é desencadeada no corpo físico na atual existência “acorda” todas as vidas co-relacionadas à existência atual que também desenvolveram a mesma doença.
E a frequência destas vidas se mantém ativa na consciência atual recebendo todos os sintomas da doença mesmo que a cura seja aparentemente conquistada na atual encarnação. Quando a doença cármica não é tratada a nível cármico a medicina ortodoxa poderá eliminar apenas a doença na parte física afetada, sendo que a mesma poderá ser ativada a qualquer momento se a causa que deu origem a doença não for tratada.
A doença advém na maioria das vezes da culpa agravada no inconsciente da alma que se sente em débito com o divino. Este mecanismo faz parte da lei cósmica e a todos é estendida. A lei da causa e efeito. Entretanto o carma negativo só se mantém ativo enquanto a alma não escolher o caminho da cura que envolve transmutar os padrões cármicos negativos e perdoar os antigos e atuais desafetos que cruzam mais uma vez a sua linha de destino. Negar este caminho é manter-se preso as frequências de medo e dor e consequentemente se tornar responsável pela própria sorte. Orai e vigiai.

DOENÇAS CÁRMICAS E ENFERMIDADES

A medida certa!

Meus amigos, sabemos que existe para cada ser e cada momento, em todo o Universo, “a medida certa”, cabendo-nos aprender a conhecer as nossas e respeitar as alheias.
Cada criatura tem as suas particularidades, a sua identidade espiritual que a torna única e imortal dentro do que entendemos por Universo.
Fica evidente ainda, que a “medida certa” (equilíbrio) para cada um e cada situação é singular.
Às vezes, nos comparamos a outros e sufocamos o que realmente somos para copiarmos a alguém ou algo, perdendo as oportunidades de desenvolvermos nossa singularidade e fazermos a diferença a que fomos criados.
Cada qual recebeu talentos próprios e de extrema importância, que quando utilizados na “medida certa” agregam imenso valor ao todo. Somos todos Um, unidos pelas teias da vida, lembram-se?
Portanto, não existem talentos superiores ou inferiores. Não existem trabalhos de importância maior ou menor. Quando desenvolvidos e executados na “medida certa” todos são extremamente importantes.
Somos chamados, sem exceção, a compartilhar, como co-criadores, na construção do mundo de Amor, mas quantos dizem SIM? O SIM é a medida certa.
Muitos ainda que se dizem cristãos e até espíritas, se colocam num patamar mais elevado, por pensarem que possuem um “saber” superior a outras seitas, doutrinas e religiões. Puro engano e na verdade uma dose extra de orgulho e falta de humildade, onde a “medida certa”, não está sendo aplicada.
Os grandes filósofos, mestres e sábios, diziam nada saber, pois entendiam que o conhecimento que detinham era insignificante diante de tudo que ainda tinham por aprender. Mas os ignorantes se colocam como profundos sábios, pois não compreendem a dimensão do saber.
“A medida certa” do saber é quando através do conhecimento intelectual adquirido, o absorvemos. E de forma quase espontânea, os colocamos em nossas atitudes de vida. Por isso, meus amigos, ainda temos e teremos muito a prender até que nos elevemos na condição de espíritos relativamente perfeitos.
Continuando nossos pensamentos, como mencionado anteriormente, às vezes que nos anulamos sendo cópia do outro, não estamos utilizando a “medida certa”.
Sei que alguns questionam: como podemos entender esse posicionamento em relação a copiarmos o exemplo de Jesus e de tantas outras personalidades que souberam viver o Amor e trilhar o caminho do Bem?
Iniciemos destacando a diferença entre “copiar” e “seguir o exemplo”. Quando copiamos não há o esforço do entendimento, da construção. Apenas camuflamos o que somos interiormente, utilizando-nos de máscaras para demonstrar o que gostaríamos de ser. Toda cópia, bem sabemos, não possui o valor de um original.
Quando procuramos “seguir os passos” de Jesus, buscamos o entendimento de suas ações e ensinamentos, utilizamos “a medida certa” de nossos precários conhecimentos e nosso grau de desenvolvimento espiritual, para progredirmos moralmente.
Perceberam a diferença?
A medida certa nos faz buscar o verdadeiro saber, que é construído através da lapidação de nossas qualidades e dons, agregando valor ao nosso “eu crístico”.
Sugiro que esta semana, nos dediquemos a encontrar “a medida certa” para nós em cada situação que se apresente.
Com muito carinho,
Em: 29-05-15
Médium: Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré – CAVILE)
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)
o presente

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

COMO ACONTECE NOSSA EVOLUÇÃO? – VISÃO ESPÍRITA


Deus criou o Universo. Dentro desse Universo há vários mundos. Estes mundos são criados gradativamente juntamente com seus habitantes. Muitos planetas foram criados antes do nosso planeta Terra. Assim como outros ainda serão criados. Portanto, outros Espíritos evoluíram antes de nós. Um desses Espíritos é Jesus. Ele evoluiu em outro planeta antes do nosso ser criado. Quando Ele estava muito evoluído, Deus o incumbiu de acompanhar o nascimento e desenvolvimento do planeta Terra.
Nosso planeta teve sua origem há mais ou menos 4,5 bilhões de anos e tudo era uma massa incandescente não possibilitando haver vida.
No decorrer de milhões de anos, a massa incandescente foi esfriando e foram se formando os elementos que existem hoje em nosso planeta: o ar, a água, as rochas, o solo, as plantas, os animais e o homem.
A vida apareceu há mais ou menos 3,5 bilhões de anos, portanto, um bilhão de anos após o início da formação da Terra. Afirma-se que a primeira forma de vida surgiu na água sob forma de seres minúsculos extremamente simples. Estes foram se tornando cada vez mais complexos e deram origem às células, depois às plantas e aos animais invertebrados que habitavam o mar. Mais tarde, a vida se fixou sobre a terra firme e depois no ar.
É fantástica a marcha de surgimento de diferentes formas de vida sobre a Terra: microrganismos, plantas, peixes, répteis, aves, mamíferos.
Ao longo de muito tempo, os seres sofreram transformações sucessivas, dando origem a várias espécies. Esse processo chama-se EVOLUÇÃO.
Mas, após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas, os dinossauros. Emmanuel, no livro A Caminho da Luz disse que a Natureza tornou-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Os trabalhadores do Cristo analisaram a combinação prodigiosa dos complexos celulares, cuja formação eles próprios haviam delineado, então, aperfeiçoaram a máquina celular no limite possível em face das leis físicas do globo. Foi então que eles desapareceram para sempre da fauna terrestre.
Os primeiros seres humanos surgiram sobre a Terra há aproximadamente 3 milhões de anos. Parece muito, mas não é, se considerarmos que a vida no planeta tem mais de 3 bilhões de anos.
Nós espíritas concordamos com a teoria de Charles Darwin, mas ele deteve-se na evolução da forma física e Kardec deu continuidade mostrando que o corpo evolui conforme a evolução espiritual através da reencarnação.
De acordo com o Gênesis (o primeiro livro bíblico), o mundo, os animais e o homem foram criados diretamente por Deus durante uma semana.
Essa descrição é de uns 3 mil anos atrás, época em que o homem não tinha os conhecimentos científicos de hoje.
Atualmente, a narrativa da criação do mundo seria bem diferente. Mas num ponto ela continuará igual: Deus é o criador de tudo o que existe.
Tudo começa pelo átomo; do átomo passamos a ser um mineral; do mineral passamos a ser um vegetal; do vegetal passamos a ser um animal; do animal passamos a seres humanos; e enfim, de seres humanos passaremos a arcanjos. Por milênios e milênios de evolução experimentamos graus inferiores até conquistarmos a inteligência. Entre o irracional e o homem, há longos caminhos a percorrer.
Não fomos criados todos ao mesmo tempo, porque Deus cria incessantemente, por isso é natural que encontremos Espíritos, encarnados e desencarnados em graus de evolução diferentes.
Quando um cachorro, por exemplo, der sinal de inteligência, não continuará mais aqui na Terra, que não lhe oferecerá condições; ao desencarnar o Espírito desse cachorro irá para mundos em começo de evolução. Após cachorro, reencarnará no corpo de um primata aprendendo a andar de pé, a usar as mãos. Depois reencarnará num planeta primitivo, cujos moradores são espíritos que moram em cavernas. E assim, evoluirá com o planeta, assim como ocorreu com nós. Fomos moradores das cavernas, desencarnamos e aprendemos no plano espiritual alguma coisa; reencarnamos e voltamos melhor, com mais conhecimento; desencarnamos e encarnamos várias vezes até sairmos da caverna e nos tornarmos seres mais evoluídos, buscando cada vez mais o crescimento espiritual. Nosso planeta já foi um mundo primitivo e está passando de provas e expiações para regeneração. Enquanto isso, outros mundos estão sendo criados e com ele passando por todo processo de evolução deles e dos seres que nele aparecerem.

Cada planeta é habitado por Espíritos com grau evolutivo correspondente ao planeta.
Allan Kardec classifica os planetas em:

1) Primitivos: onde os espíritos realizam suas primeiras encarnações.

2) De provas e de Expiações: onde predomina o mal, porque há muita ignorância; aí, as pessoas sofrem as conseqüências dos erros praticados (expiação) ou passa por experiências, testes, testemunhos (provas). A Terra é um mundo assim.

3) De Regeneração: neles não há mais a expiação, mas ainda há provas pelas quais o espírito tem de passar para consolidar as conquistas evolutivas que fez e desenvolver-se mais. São mundos de transição entre os mundos de expiação e os que vêm a seguir.

4) Ditosos ou Felizes: nestes mundos predomina o bem, porque seus moradores são espíritos mais evoluídos; há muito bem-estar e progresso geral.

5) Divinos ou Celestes: onde o bem sem qualquer mistura e a felicidade é absoluta, como obra sublime dos seus moradores: os puros espíritos.

Compilação de Rudymara retirados dos livros “A Gênese” de Kardec; “O Evangelho segundo o Espiritismo”; “A Caminho da luz” de Emmanuel; “Espiritismo, uma nova era” de Richard Simonetti.
recursos

E v o l u ç ã o

Allan Kardec, em toda a sua obra, procurou demonstrar que o Espiritismo nada tem a ver com o maravilhoso e o sobrenatural, e não guarda relação com nenhum tipo de superstição. Assim, a teoria da evolução no espiritismo está intimamente atrelada à da ciência. Claro, é preciso reconhecer que, na codificação de Kardec, está atrelada ao que se sabia de ciência de SUA época, com todas as suas falhas e preconceitos (e daí advém as críticas de que Kardec era racista, e tal). Mas, como o próprio Kardec postulou: “Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará”. Assim, cabe aos espíritas a atualização da doutrina através de um contínuo estudo.
O diferencial aqui é que, no espiritismo, toda a explicação da evolução do universo, planetas e seres se processa de acordo com a ciência, mas possui sua causa em uma inteligência (ou inteligências), durante todo o processo. Creio que seja análoga a Teoria do Design inteligente, que é diferente da Teoria do Criacionismo e do Pastafarianismo.
ponte para o além

A Formação da vida na Terra

Acredita-se que a vida na Terra tenha surgido há cerca de 2 bilhões de anos, e, segundo a teoria que hoje prevalece (de Oparin e Müller), o primeiro ser vivo surgiu da combinação de elementos químicos presentes na Terra primitiva.
A fim de romper as moléculas dos gases simples da atmosfera e reorganizar as partes em moléculas orgânicas, era preciso energia, abundante na Terra jovem. Existia calor e vapor d’água. Tempestades violentas eram acompanhadas de relâmpagos que forneciam energia elétrica. O Sol bombardeava a Terra com partículas de alta energia e luz ultravioleta. Essas condições foram simuladas em laboratório, e os cientistas demonstraram que assim se produzem moléculas orgânicas. Entre elas, estão alguns aminoácidos, os importantes blocos de construção das proteínas, componentes fundamentais da matéria viva.
Em seguida, na seqüência que conduziu à vida, esses compostos foram levados da atmosfera pelas chuvas e começaram a se concentrar em certas áreas do oceano. Algumas moléculas orgânicas tendem a se agarrar no oceano primitivo, esses agregados provavelmente tomaram a forma de gotas, envolvidos por fina película protetora. Denominam-se esses seres de coacervados. Essas estruturas, apesar de não serem vivas, têm propriedades osmóticas e podem se unir, formando outro coacervado mais complexo. Da evolução destes coacervados, surgem as primeiras formas de vida. Os primeiros seres vivos, segundo se acredita, eram heterótrofos (buscavam o alimento fora deles), habitante das águas, unicelular e com um único sentido: o tato.
Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, escreve no livro “A Caminho da Luz” que todo esse processo admirável não foi obra do acaso, resultado de forças cegas, inconseqüentes, e sim, a conseqüência de um trabalho bem elaborado dos Espíritos superiores, responsáveis pelo destino de nosso planeta. Emmanuel nos informa que Jesus (ele mesmo) e sua falange de engenheiros, químicos e biólogos siderais estiveram presentes todo o tempo, acompanhando fase a fase o despertar da vida no planeta. Não podemos também desconsiderar a presença do princípio inteligente (que poderíamos chamar de “Deus”) que, como “campo organizador da forma”, deve ter exercido um papel preponderante no processo de gênese orgânica.
Emmanuel nos diz:
“E quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas Alturas os intérpretes divinos do seu pensamento. Viu-se então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas que envolveu o imenso laboratório em repouso. Daí a algum tempo, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra. Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada.”
Este relato, obviamente que de forma romanceada, sugere elementos da Panspermia, teoria marginalizada pela ciencia até poucos anos e que sustenta que o “detonador” da vida na Terra foram elementos provenientes do espaço (trazidos por cometas, meteoritos e nebulosas).
Nas questões 43, 44 e 45 de “O Livro dos Espíritos” (de 1857), a Quimiossíntese e a Teoria dos Coacervados, de Alexander Oparin (de 1936), são prenunciadas pelos Espíritos, com palavras diferentes, mas com a mesma ideia.

A Evolução Orgânica

Não mais se discute hoje a realidade do processo evolutivo. A evolução das espécies é um fato inquestionável. Através de processo múltiplos e fenômenos diversos, os primeiros seres vivos, unicelulares e simples, foram os precursores de todas as formas complexas de vida. Mas qual o mecanismo dessa evolução? Duas teorias, agindo conjuntamente, sem se excluírem, tentam explicar a evolução:
Darwinismo: lançado em 1859, por Charles Darwin (No livro “A Origem das Espécies”). O Darwinismo se baseia na seleção natural, ou seja, os seres mais aptos sobrevivem, enquanto os menos aptos desaparecem.
Mutacionismo: teoria que teve em Hugo de Vries seu idealizador, baseia-se no conceito de mutação (toda alteração no patrimônio genético dos seres, que se transmite às espécies descendentes). Segundo essa teoria o aparecimento de espécies novas seria o resultado de várias mutações ocorridas nas espécies anteriores.
Como o macaco se tornou homíneo até hoje é uma incógnita. Nunca encontramos realmente o “elo perdido”, a espécie biológica que represente esta transição. Já chegamos bem perto, mas ainda falta “algo”. Tal vácuo dá espaço até para teorias de seres alienígenas que ficaram responsável por esta transição, com alterações in vitro e por meio de reprodução controlada inter-espécies (teoria esta não de todo maluca, se formos pesquisar nas lendas dos povos antigos, como os sumérios, índigenas e asiáticos).
Mas vejamos o pensamento de Kardec, em seu tempo, numa ciência ainda fortemente influenciada pelo modelo grego em que beleza = evolução, vemos no livro “A Gênese”, de Allan Kardec, cap. 11, a “Hipótese sobre a origem do corpo humano”:
Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem.
Fique bem entendido que aqui unicamente se trata de uma hipótese, de modo algum posta como princípio, mas apresentada apenas para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o Espírito, que é o ser principal, e que a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu Espírito e o do macaco.
Admitida essa hipótese, pode-se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante, o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto. Melhorados os corpos, pela procriação, se reproduziram nas mesmas condições, como sucede com as árvores de enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu. O Espírito macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar, para seu uso, corpos de macaco, do mesmo modo que o fruto da árvore silvestre reproduz árvores dessa espécie, e o Espírito humano procriou corpos de homem, variantes do primeiro molde em que ele se meteu. O tronco se bifurcou: produziu um ramo, que por sua vez se tornou tronco.
O tempo passou, aprendemos coisas como ecosistema, beleza só não põe mesa, a natureza não dá saltos, jacarés e ornitorrincos estão muito bem, obrigado, nada se perde, tudo se transforma, etc. A questão evoluiu no espiritismo pelas mãos de Chico Xavier e Emmanuel, que nos esclarecem que muitas das transformações que se verificaram nos seres foram, anteriormente, promovidas em suas estruturas perispirituais, entre uma existência e outra (ou seja, no plano espiritual!). Os Espíritos construtores, sob a supervisão de Jesus, retocavam, em vezes sucessivas, as formas perispiríticas, e estas alterações criariam o campo magnético para as futuras mutações.
Conta ainda que os seres atuais não tinham, no princípio da vida, suas formas biológicas totalmente definidas. Experiências múltiplas, no patrimônio genético dos nossos antepassados, coordenadas por geneticistas siderais, foram modelando aquelas formas que deveriam persistir até os tempos atuais. A seleção natural se incumbiria de fazer desaparecer as formas primitivas inaptas. Ou seja, uma mistura de Mutacionismo, Design Inteligente e Darwinismo. Interessante.
Emmanuel volta a dizer:
Extraordinárias experiências foram realizadas pelos mensageiros do invisível. As pesquisas recentes da ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado e outras descobertas interessantes da Paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam os prepostos de Jesus, até fixarem no primata as características aproximadas do homem futuro. Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessa criatura de braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível, operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações. Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir.
milenios

A evolução espiritual

Quanto à origem dos Espíritos, quase nada se sabe. Allan Kardec diz: “Desconhecemos a origem e o modo de criação dos Espíritos; apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem. Na opinião de alguns filósofos espiritualistas, o princípio inteligente, distinto do princípio material, se individualiza e elabora, passando pelos diversos graus da animalidade. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, suas primeiras faculdades. Esse seria, por assim dizer, o período de incubação. Haveria assim filiação espiritual do animal para o homem, como há filiação corporal.”
Hoje não resta mais dúvida de que os Espíritos, em sua longa trajetória, têm percorrido os diversos reinos da natureza. O pensamento de Léon Denis, de que “a alma dorme na pedra, sonha na planta, move-se no animal e desperta no homem”, está plenamente incorporado ao corpo doutrinário do Espiritismo.
André Luiz, no livro “Mecanismos da Mediunidade” explica que “Temos, hoje, o Espírito por viajante do Cosmo, respirando em diversas faixas de evolução, condicionados nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou”. E que tal progresso, estampado no campo mental de cada alma, vai ser condicionado por duas variantes: “o tempo de evolução, ou seja, aquilo que a vida já lhe deu, e o tempo de esforço pessoal na construção do destino, ou seja, aquilo que ele próprio já deu à vida”.
No livro “No mundo Maior”, André Luiz completa o seu pensamento: “Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio”.
Assim, no reino mineral, o princípio espiritual refletiria a sua presença nas manifestações das forças de atração e coesão com que as moléculas se ajuntam em característicos sistemas cristalográficos.
No reino vegetal, mostraria maiores aquisições pelo fenômeno de sensibilidade celular.
No reino animal, o princípio inteligente somaria novas aquisições refletidas nos instintos.
No reino hominal, todo esse cabedal de experiências estaria ampliado pelos novos lastros da concientização, a carregar consigo, raciocínio, afetividade, responsabilidade e outras tantas condições que caracterizam esta fase.
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Princípio Inteligente
mineral – atração
vegetal – sensação
animal – instinto
hominal – razão
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Reino Mineral

Acredita-se que antes de unir-se ao elemento material primitivo do planeta, (o “protoplasma”, na expressão de Emmanuel), dando início a vida no orbe, o princípio inteligente encontrava-se nos cristais, completando seu estágio de individualização em longuíssimo processo de auto-fixação, ensaiando, aos poucos, os primeiros movimentos internos de organização e crescimento volumétrico.
Até hoje constitui fato pouco explicado pela ciência acadêmica, de determinadas substâncias arranjarem-se sob a forma de cristais perfeitamente arrumados segundo linhas geométricas definidas, o que não deixa de ser uma organização, ainda que não um organismo.
“O cristal é quase um ser vivente”, disse Gabriel Delanne. Naturalmente que não iremos pensar numa inteligência própria da matéria. Todavia, o cientista Jean Emille Charon declarou que “o comportamento das partículas interatômicas revela vida incipiente”.
evolução do homem

Reino Vegetal e Animal

Após adquirir a capacidade de aglutinar os diversos elementos da matéria em sua peregrinação pelos minerais, o princípio espiritual vai iniciar outra etapa de sua longa carreira evolutiva. Identifica-se com os vírus, logo a seguir com as bactérias rudimentares, as algas unicelulares e, sucedendo-as, com as algas pluricelulares. O princípio inteligente passa então a vivenciar as experiências nos vegetais mais complexos, melhor estruturados, onde ele vai adquirir a capacidade de reagir direta ou indiretamente a qualquer mudança exterior (irritabilidade) e depois a faculdade de sentir, captar e registrar as alterações do meio que o cerca (sensação) – conquistas do princípio espiritual em seu percurso pelo reino vegetal.
Mais tarde, assinala-se o ingresso da “energia pensante”, no reino animal. O princípio inteligente vai desdobrar-se entre os espongiários, os celenterados, os equinodermos e crustáceos, anfíbios, répteis, os peixes e as aves, até chegar aos mamíferos. Neste imenso percurso, o elemento espiritual estará enriquecendo a sua estrutura energética, aprimorando o seu psiquismo rudimentar e assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, da auto-preservação, enfim, dos diversos instintos, preparando-se para a sublime conquista da razão.
Afirma-se que a conquista maior do princípio inteligente em sua passagem pelos animais foi o instinto.
Denomina-se instinto às formas de comportamento dos organismos que não são adquiridas durante a vida, mas herdadas. São impulsos naturais involuntários pelo qual os seres executam certos atos de forma mecânica, sem conhecer o fim ou o porquê desses atos (como o gato enterrar suas fezes e urina, ou certos pássaros fazerem seus ninhos de certa forma).
No entanto, em muitos animais, especialmente nos animais superiores (macaco, cão, gato, cavalo, muar e o elefante), já identifica-se uma inteligência rudimentar. Além dos atos instintivos, observa-se, às vezes, atitudes que demandam certo grau de perspicácia e lucidez. Seria uma forma primitiva de inteligência relacionada apenas a coisas que importam à auto-preservação do animal.
André Luiz diz que nos animais superiores observa-se um pensamento descontínuo e fragmentário, a partir do qual vai desenvolver-se o pensamento contínuo do reino honimal.
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Conquistas do Princípio Inteligente
Atração: capacidade de aglutinar os elementos da matéria;
Sensação: faculdade de reagir aos estímulos do meio;
Instinto: atitudes espontâneas, involuntárias, reflexas, características da espécie;
Razão: consciência que o indivíduo tem de si mesmo e do meio que o cerca.
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primitivos

Reino Hominal

Afirma André Luiz que, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser automatizado em seus impulsos, no caminho para o reino angélico, despendeu nada menos que um bilhão e meio de anos.
Com a conquista da razão, aparece o raciocínio, a lucidez, o livre-arbítrio e o pensamento contínuo. Até então, o progresso tinha uma orientação centrípeta, ou seja, de fora para dentro; o ser crescia pela força das coisas, já que não tinha consciência de sua realidade, nem tampouco liberdade de escolha. Ao entrar no reino hominal, o princípio inteligente – agora sim, Espírito – está apto a dirigir a sua vida, a conquistar os seus valores pelo esforço próprio, a iniciar uma evolução de orientação centrífuga (de dentro para fora).
Mas a conquista da inteligência é apenas o primeiro passo que o Espírito vai dar em sua estadia no reino hominal. Ele deverá agora iniciar-se na valorosa luta para conquistar os valores superiores da alma: a responsabilidade, a sensibilidade, a sublimação das emoções, enfim, todos os condicionamentos que permitirão ao Espírito alçar-se à comunidade dos Seres Angélicos.
Ler em espanhol (por Teresa)
Bibliografia:
Evolução em Dois Mundos – André Luiz/Chico Xavier – Waldo Vieira
No Mundo Maior – Cap. IV – André Luiz/Chico Xavier
Mecanismos da Mediunidade – André Luiz/Chico Xavier
Morte Vida Renascimento – Hernani Guimarães Andrade
Impulsos Criativos da Evolução – Jorge Andréa
A Caminho da Luz – Emmanuel/Chico Xavier
Evolução Anímica – Gabriel Delanne
Biologia – Helena Curtis
homem de bem

Evolução espiritual do homem na perspectiva da doutrina espírita

Espiritismo e evolução

Bernardino da Silva Moreira

Aristóteles (384-322 a.C.) classificava os animais em duas categorias: inferiores e superiores. Os animais superiores (aves,peixes, mamíferos) nascem de seus semelhantes, os inferiores (insetos, crustáceos, moluscos) surgem por geração espontânea. Mosquitos e sapos brotariam nos pântanos. De matérias em putrefação apareceriam as larvas.
Na Idade Média, a Bíblia era misturada a teorias fantasiosas que diziam que da carcaça de um cavalo morto nasciam vespas, de uma mula geravam vespões e os ratos nasciam do queijo.
Havia uma receita que dizia: Tome um vitelo. Mate o animal e enterre-o, deixando somente os chifres fora da terra. Deixo-o assim durante um mês. Serre depois os chifres e sairão centenas de abelhas.
O naturalista inglês, Rose, anunciava eruditamente: “Duvidar que as vespas e abelhas nascem do estrume das vacas, é duvidar da experiência, da razão e do bom-senso. Mesmo animais complicados, como ratos, não precisam de pai e mãe. Se alguém tiver dúvidas, vá ao Egito, e lá verá as quantidades de camundongos que infestam os campos – nascidos da lama do rio Nilo – para grande calamidade dos habitantes!”
Em 1668, o italiano Francesco Redi com dois frascos de vidro, um pedaço de gaze e alguns pedaços de carne provou o engano da teoria da geração espontânea, mas, infelizmente foi esquecido.
Na questão 46 de “O Livro dos Espíritos” a chamada geração espontânea é explicada com a existência do gérmen primitivo que, em estado latente, espera o momento próprio para desabrochar, o que convenhamos, reforça as experiências científicas realizadas pelo embriologista alemão Kaspar Friedrich Wolff em 1759, que mostrou que em embriões em ovos de galinha não havia nenhuma estrutura pré-formada, mas sim, massa de matéria viva, o que foi um golpe fatal na teoria da pré-formação, que dizia que a anatomia estava pré-formada dentro do óvulo (ou do espermatozóide). Diziam alguns teólogos da douta Igreja que no ovário de Eva havia 200.000.000 gerações pré-formadas para posteridade.
O criacionismo que advogou a tese de que as espécies são fixas, isto é, imutáveis e criadas por um ato especial da criação, ficou cada vez mais desacreditado pela Ciência que avançava com os estudos e experiências de Lamarck (1744-1829) e de Charles R. Darwin (1809-1882).
Em 1864,o químico e biologista francês Louis Pasteur, reabilita o italiano Francesco Redi, com suas experiências em frascos com “pescoço de cisne” provando que no ar ou nos alimentos, não há nenhum “princípio ativo” e conclui que a vida não é gerada espontaneamente, pois a vida se origina de outro ser vivo preexistente.
Em 1936, Alexander Oparin propõe que a partir de gases da atmosfera primitiva formam-se os primeiros compostos orgânicos que evoluem naturalmente até originarem os primeiros seres vivos. Anos depois, Oparin diz que as moléculas protéicas existentes na água se agregam na forma de coacervados (complexos de proteína). Essas estruturas, apesar de não serem vivas, têm propriedades osmóticas e podem se unir, formando outro coacervado mais complexo. Da evolução destes coacervados, surgem as primeiras formas de vida.
Nas questões 43, 44 e 45 de “O Livro dos Espíritos”, a Quimiossíntese e a teoria dos coacervados de Alexander Oparin é prenunciada pelos Espíritos superiores, com palavras diferentes, mas com a mesma idéia. No livro “A Gênese”, no cap. X, item 25, Allan Kardec com a maestria pedagógica de sempre, enriquece as questões com exemplos esclarecedores.
Hoje são reconhecidos cinco processos para a dinâmica evolutiva: mutação genética, variação na estrutura e número de cromossomos, recombinação genética, seleção natural e isolamento reprodutivo. As mutações e recombinações fornecem material para a variabilidade de características. A seleção natural elimina os mutantes inaptos. O isolamento reprodutivo limita a direção evolutiva criando barreiras de infertilidades entre indivíduos de espécies muito diferentes.
A evolução do homem é estudada pela Paleoantropologia, disciplina científica que tem origem no século passado, com as descobertas de pedra e fósseis e com a Teoria da Evolução das Espécies apresentada por Charles R. Darwin.
Um dos fatores essenciais para o desenvolvimento da Paleoantropologia é a demonstração das semelhanças anatômicas entre o homem e macacos, como gorilas e chimpanzés, feita por Darwin e discípulos como Thomas Henry Huxley (1825-1895) e Ernest Haeckel (1834-1919). Surge assim a noção de que ancestrais humanos teriam formas parecidas com as dos símios. Não há, porém, apenas um “elo perdido” (um animal a meio caminho entre o homem e o macaco) ancestral entre homens e macacos, como rapidamente foi popularizado. Os pesquisadores descobriram muitos fósseis de antigos primatas (ordem de mamíferos em que se incluem homens e macacos) e sua ordenação em uma seqüência evolutiva é complexa.
Comentando sobre esta questão, Allan Kardec no livro “A Gênese”, no cap. XI, item 15, analisa a “Hipótese sobre a origem do corpo humano”:
“Da semelhança que há nas formas exteriores entre o corpo do homem e do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o Espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser Espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem.
Fique bem entendido que aqui unicamente se trata de uma hipótese, de modo algum posta como princípio, mas apresentada apenas para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o Espírito, que é o ser principal, e que a semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o seu Espírito e o do macaco.”
No séc. XX, a teoria darwinista foi sendo adaptada a partir de descobertas da Genética. Essa nova teoria, chamada de sintética ou neo darwinista, é a base da moderna Biologia. A explicação sobre a hereditariedade das características dos indivíduos deve-se a Gregor Mendel (1822-1884), em 1865, mas sua divulgação só ocorre no séc. XX. Darwin desconhecia as pesquisas de Mendel. A síntese das duas teorias foi feita nos anos 30 e 40. Entre os responsáveis pela fusão estão os matemáticos Jonh Burdon Haldane (1892-1964) e Ronald Fisher (1890-1962), os biólogos Theodosius Dobzhansky (1900-1975), Julian Huxley (1887-1975) e Ernest Mayr (1904-). A teoria neo darwinista diz que mutações e recombinações genéticas causam as variações entre indivíduos sobre as quais age a seleção natural.
E para concluir, voltaremos ao livro “A Gênese”, cap. 11, item ’16, nas palavras do mestre Allan Kardec:
“Admitida essa hipótese (que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos), pode-se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante, o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto.melhorados os corpos,pela procriação, se reproduziram nas mesmas condições, como sucede com as árvores de enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu. O Espírito macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar, para seu uso, corpos de macaco, do mesmo modo que o fruto da árvore silvestre reproduz árvores dessa espécie, e o Espírito humano procriou corpos de homem, variantes do primeiro molde em que ele se meteu. O tronco se bifurcou: produziu um ramo, que por sua vez se tornou tronco.”
Natura non facit saltus!
(Publicado no CORREIO FRATERNO DO ABC, Ano XXX, Nº 319, Agosto de 1997)
MUNDO VERDE


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

A verdade sobre as simpatias para atrair a prosperidade

O final de mais um ano está se aproximando e é nesta época que uma grande parte das pessoas coloca em prática as suas “simpatias” de ano novo para conquistar a prosperidade.
Uma das mais comuns é a de pular sete ondas no mar, à véspera da virada. Você já deve ter feito ou conhecido alguém que fez isso, correto? Para que possamos refletir sobre atitudes como esta, pensemos naqueles que não possuem a oportunidade de ir à praia. Será que terão um ano de azar?
A ciência esclarece o porquê de crenças em mandingas serem formas de superar situações em que sentimos que estamos fora do controle. Conforme a pesquisa, quanto mais passos e repetições o ritual tiver, mais as pessoas creem neles. 
Como a Doutrina Espírita explica a prática das Simpatias?
O Espiritismo não é contra quem pratica ou acredita em simpatias, rituais, mandingas, etc. Apenas mostra com apoio nas obras doutrinárias o motivo de raciocinar diferente.
“Qual pode ser o efeito das fórmulas e práticas com ajuda das quais certas pessoas pretendem dispor da vontade dos Espíritos?”. “O efeito de torná-las ridículas se são de boa-fé; caso contrário, são patifes que merecem um castigo. Todas as fórmulas são enganosas; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum sinal cabalístico, nenhum talismã que tenha uma ação qualquer sobre os Espíritos, porque estes são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais” – O Livro dos Espíritos, questão 553.
Ainda estudando as obras básicas, analisemos O Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. XXV, item 282-17ª:
“Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos, como pretendem algumas pessoas?”. Resposta: “Pergunta inútil, pois sabeis que a matéria não  exerce nenhuma ação sobre os Espíritos. Ficais certos de que jamais um Espírito bom aconselha semelhantes absurdos. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza, só existe na imaginação das criaturas supersticiosas”.
Então qual é a verdadeira simpatia para atrair a prosperidade?
É essencial termos bom senso, utilizando a razão, não julgando qualquer prática e colocando sempre Jesus Cristo à frente de nossas decisões. Ele nos mostrou o caminho de evoluirmos e prosperarmos em nossa vida.
Caracterizam-se pelo verbalismo exagerado, quando utilizando a instrumentalidade mediúnica. Em arroubos dourados comentam, prolixos, os mais variados temas, não obstante chegarem a conclusão nenhuma. Cultores da própria vaidade, comprazem-se em estimular o fanatismo exacerbado, utilizando a palavra com habilidade, através de cujo recurso encorajam os sentimentos infelizes do orgulho entre os seus ouvintes, cumulando-os de referências pomposas embora vazias de significação. Quando se lhes solicitam esclarecimento ou permitem interrogações à cata de informes com os quais seja possível aquilatar-lhes a evolução, rebelam-se ferozes, dizendo-se feridos nos valores que a si se atribuem, traindo a inferioridade em que se demoram.
Arrogantes, estimam a ignorância presunçosa dominadores e arbitrários, com altas doses de empáfia com que se jactam guias e condutores. Outras vezes arremetem-se pela seara do profetismo sensacionalista, enveredando pelo terreno das fantasias, tão do gosto da frivolidade ou da ingenuidade de grande cópia das criaturas humanas. Tecem comentários vastos sobre a vida em outros planetas, discorrendo, levianos, temas controvertidos nos quais, sejam quais forem as conclusões da honesta investigação do futuro, dispõem de válvulas para escapatórias vulgares. Pseudo-sábios conforme os denominou o Codificador do Espiritismo, quando se percebem suspeitos ante os que os ouvem, não se constrangem de utilizar nomes que exornaram personalidades históricas, sábios ou santos para melhor enganarem os espíritos invigilantes, embora encarnados, que se comprazem na ilusão, distantes da responsabilidade pessoal e intransferível da tarefa de renovação interior.
Falsos profetas da Erraticidade, que são!
A desencarnação não os modificou -
Amantes da ficção e sócios da mentira, quando no corpo somático, prosseguem no engôdo a que se permitiram arrastar, sintonizando com outras mentes ociosas do plano físico, a que se vinculam, dando prosseguimento aos programas infelizes que lhes apraz.
Fáceis de identificar, devem evangelicamente receber instrução, advertidos e reprochados fraternalmente.
Às vezes, investem contra grupos respeitáveis, testando a excelência moral dos componentes da atividade espírita em começo - Precipitados, todavia, logo desvelam os propósitos que os inspiram.
Também os há no plano físico.
Zelosos, passam como fiscais do labor alheio, preocupados em encontrar em tudo e em todos mistificações e mistificadores, com que traem o estado Íntimo - Acreditam-se encarregados de guardar a Verdade e somente eles a possuem em mais altas expressões, descuidando, como é natural, do próprio comportamento, revelando, assim, nas atitudes apaixonadas e nas posições inamovíveis a que se fixam, a condição de espíritos atormentados, companheiros atormentadores.
Confiam nas fôrças que supõem possuir, jactanciosos, esquecidos de que a Vinha pertence ao Senhor que labora incessantemente -
Preocupados em descobrir falhas e engodos descuram a atividade nobre de ensinar corretamente, relegando como deveriam os irresponsáveis à Lei que deles se encarregará, fiscalizando-se com maior serenidade, a benefício da Causa ou das Ideias que dizem defender.
Expressam uma classe especial de falsos profetas - são os novos zelotes.
A mentira, porém, de qualquer procedência, não resiste ao tempo, nem à meridiana luz da autenticidade.
Os que mentem, encarnados ou desencarnados, não desacreditam a verdade: iludem-se, perturbando-se, em decorrência das atitudes e conceitos cultivados.
Por essa razão, ama tu a atitude correta, ora e vigia, para que não sejas vítima daqueles espíritos atormentados e enganadores do Além - Da mesma forma não te faças acusador de ninguém, antes impõe-te a tarefa de proceder com retidão, ensinar com segurança doutrinária e servir sempre, pois que o Senhor até hoje trabalha, sem a excessiva preocupação de eliminar do campo os maus trabalhadores aos quais concede Ele oportunidade e oportunidades, por não desejar que ovelha alguma que o Pai lhe confiou se perca, mas antes seja salva.
"Meus bem-amados, NÃO CREAIS EM QUALQUER ESPÍRITO; experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se têm levantado no mundo". São João, Epístola 1ª, Capítulo 4º, versículo 1.
*"O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias". Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo 21º - Item 7, parágrafo 2.
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 55.



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

“ERRO MÉDICO NA VISÃO ESPÍRITA”


"Nada, absolutamente nada está ao acaso.
Tudo, absolutamente tudo, segue um plano bem traçado elaborado por nosso Pai Criador e executado, fielmente, pelos Bons Espíritos.
Um erro médico deve ser avaliado em seus inúmeros matizes e, temos certeza, não possuímos meios para esgotá-las todas.
Entretanto, quando algo assim ocorre, caso seja o médico despreparado ou irresponsável em relação à sua profissão, uma situação dessas serve muitas vezes para frear as suas atitudes e conscientizá-lo, de forma grave e dura, de suas responsabilidades. Quanto ao paciente, podemos dizer com absoluta convicção, que o paciente que sofrerá o erro médico foi atraído para aquela situação pela mais pura lei de sintonia, lei de atração ou lei de causa e efeito. Ou seja, é da Lei que ninguém sofra injustamente.
Então quer dizer que está tudo certo e devemos deixar por isso mesmo? Não, necessariamente. Um médico, sendo ele irresponsável, deverá arcar com as consequências dos seus atos.
Mas, e quando o Médico leva a sério a sua profissão? Quando, mesmo despeito de toda a sua seriedade e esforço, de sua luta para preparar-se adequadamente, o médico comete um erro?
O que significa isso? Como a Doutrina Espírita enxerga isso?
Deixando bem claro que abordaremos apenas um lado da questão, falemos de… Resgate. A Doutrina Espírita esclarece que vivemos outras vidas e, na atual existência, para continuarmos a progredir, precisamos quitar os débitos do passado. Mas, também esclarece a Doutrina Espírita, que determinados resgates só estão autorizados a ocorrer se o Espírito, em nosso caso específico, o Médico, tiver envergadura espiritual para suportar.
Ora, resgata o médico, que é atingido em seu amor próprio (o que funcionará como um antídoto contra a vaidade) e é provado em sua confiança em Deus, em sua fé. Normalmente, nesses casos, Deus tem maiores responsabilidades para confiar a esse médico. Mas, para isso, é preciso avaliá-lo, testando-o. Assim como somos avaliados na faculdade acadêmica, o somos na faculdade da vida.
Nesses momentos, profundamente dolorosos, não devemos esquecer, nem por um minuto, que jamais estamos sozinhos. A oração é o bálsamo que nos enxugará as lágrimas e nos dará forças pra confiar no Pai de Bondade, que nunca nos desampara.
Vem à minha mente uma imagem de um médico que usou a medicina de forma maléfica. No plano espiritual, após dolorosas situações, conscientizou-se da sua responsabilidade. Retornou ao plano material, mas a sua vaidade o puxava para os mesmos erros. Até que uma série de problemas em sua profissão, inclusive erros médicos, o humilhou profundamente. Sofreu muito, mas conseguiu conscientizar-se de sua missão. Retornou ao trabalho e, abençoadamente, conseguiu cumprir a sua missão de forma maravilhosa, com o apoio dos bons espíritos.
Quanto ao paciente, vale a mesma regra: nada acontece injustamente. Tudo tem a sua razão de ser. E pacientes que sofrem hoje, seja por erro médico ou por ausência de atendimento, são muitas vezes os mesmos que, no passado, recusaram-se a salvar vidas ou aliviar sofrimentos.
Que nos ampare Jesus, o Terapeuta de nossas almas."

Fonte: Psicologia Espírita

“PERÍODO CRÍTICO DA TRANSFORMAÇÃO DA TERRA”

 
 
Informa a Espiritualidade que, uma vez alcançando a Terra a cifra de cerca de 28 bilhões de habitantes, estará passando por transformações ambientais acentuadíssimas. Ora, se com os apenas 7 bilhões de habitantes hodiernos já vivemos um evidente descalabro social e ambiental, que será então do nosso planeta quando alcançar já e ainda apenas o dobro da população atual?
O homem ainda não conhece o que é a fome! O homem ainda não conhece o que é sofrer!
Obviamente que aqueles que trabalharam no sentido da destruição da Terra já experimentam ou experimentarão do seu próprio veneno, perante uma enorme
concentração de seres humanos na Terra. É o que automaticamente vai ocorrendo.
Hoje temos bem mais de 7 bilhões de habitantes na Terra, cifra que dobrará em pouco tempo, logo chegando a 20 bilhões.
Ora, isto acontecendo, automaticamente a Terra estará dando oportunidade reencarnatória aos espíritos, mormente das áreas umbralinas, para que alcancem o plano terreno e conheçam a tecnologia aí imperante, alavancada pelas mãos dos cientistas, mostrando-lhes um sentido de vida em regra geral.
Eles conhecerão um avançado estágio evolutivo, porquando estavam e estão um tanto estacionados no plano espiritual, e sem a reencarnação jamais teriam a chance de uma melhora intelectual e moral.
Então serão propiciadas chances a todos.
Os umbrais serão esvaziados, oportunidades reencarnatórias sendo concedidas em larga escala, principalmente em áreas mais pobres do planeta, a exemplo da África e em partes da Ásia e do continente americano.
Será a última oportunidade para que tais irmãos concretizem o seu ciclo evolutivo perante a evolução do próprio planeta.
Após cumpridas tais diretrizes, o número de habitantes da Terra cairá para 5 bilhões, com a tendência a diminuir ainda mais.
Nesse sentido, eis aí então a Terra da Regeneração, onde haverá ainda o processo reencarnatório, mas já abrigando uma população conscientizada das leis divinas, voltada ao melhor cuidado do planeta, evoluindo com ele.
Assim se conclui a promessa de Jesus para um mundo melhor, quando ele afirmava, no Evangelho que musicalmente é repetido em todo canto da Terra: Bem-aventurados serão os humildes, porque eles herdarão a Terra!
Quando o Cristo fazia tais afirmativas, chamando a ouvi-lo aquelas próprias humildes pessoas, antevia o ciclo moral da evolução do planeta.
Os homens que viverão no breve futuro da Terra terão uma existência de 70 a 80 anos, quando estarão ingressando no mundo da regeneração.
Os que adquirem dívidas no desenrolar desse processo não mais terão espaço reencarnatório neste planeta, porque o seu corpo perispiritual estará incompatibilizado.
Os olhos estarão então direcionados ao Continente Africano, em suas partes de maior miséria, pois todos saberão que lá estarão os focos de enfermidades que o mundo terá de combater. Uma vez combatidos tais focos — assim entenderão os outros terráqueos —, também eles estarão livres de tais doenças. Assim, todos os povos estarão sob um esforço conjunto para auxiliar tais necessitados. E na medida em que se laborará nessa ajuda, os seus próprios promotores estarão trabalhando a sua reforma moral, assim atingindo a condição de permanencia na Terra.
Bem-aventurados serão os humildes, porque eles herdarão a Terra... Se Jesus assim dizia, há que se tomar sentido nas suas palavras. Os que estarão padecendo sob o espinho de tais enfermidades serão os que hajam tido reencarnações marcadas pelo erro e, uma vez se mostrando ainda ineptos, não mais habitarão a Terra, sendo então levados a planetas que se afinem ao seu próprio merecimento. Lá eles evoluirão, aprenderão, crescerão moralmente, e se a Terra lhes é o planeta-mãe, para cá retornarão, felizes pela conscientização de serem eternos aprendizes do tempo. E, de sua parte, aqueles que provieram de outras pátrias planetárias, para lá também retornarão, também felicitados pelo que hajam amealhado de conhecimento neste imenso Universo, nesse mar de fluido benéfico que é a manifestação do amor de Deus, cuja perfeição o homem ainda se mostra despreparado para compreender.
Karran- A Casa do Espiritismo.

 www.acasadoespiritismo.com.br/

“VIDA DEPOIS DA VIDA” ORIENTAÇÃO AOS PARENTES E AMIGOS QUIÊ FICAM”

 
Lágrimas de saudade não prejudica quem parte. O que prejudica, dificulta o desligamento, perturba o espírito que parte é a revolta, a blasfêmia contra Deus.
• Evitar roupas escuras, ambientes taciturnos, pois estes comportamentos somente geram medo e maior dor aos envolvidos. Não é a cor da roupa que revela sofrimento, respeito ou ajuda e sim, oração sincera.
• Velas e flores são exteriorizações de sentimentos, não fazem mal, mas não ajudam o desencarnado. O que ajuda são orações, o amor sincero, bons pensamentos, fé e certeza da continuidade da vida.
• Como cada Ser tem um período de adaptação e um nível de evolução e compreensão do novo estado, convém esperar um tempo após o desencarne, para doar e se desfazer dos pertences pessoais daquele que partiu. Em casos explícitos de pessoas desprendidas da matéria, espiritualizadas, este tempo não é necessário, sendo muitas vezes, a vontade expressa daquele que se foi.
• TODOS OS ESPÍRITOS SÃO AUXILIADOS. NENHUM FILHO DE DEUS FICA DESAMPARADO. Mesmo os que tiveram uma vida encarnada desregrada, desde que sinceramente busquem auxílio.
VISITA AO TÚMULO:
A visita apenas expressa que lembramos do amado ausente. MAS não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.
ORAÇÃO SINCERA AQUIETA A ALMA E ELEVA O PADRÃO VIBRATÓRIO. CRIA UM ESTADO INTIMO DE SERENIDADE FACILITANDO O DESPRENDIMENTO E A ENTRADA TRANQUILA NO MUNDO ESPIRITUAL.
A VIDA CONTINUA SEMPRE!
NOSSOS AMADOS NÃO ESTÃO MORTOS. APENAS AUSENTES TEMPORARIAMENTE.
O VERDADEIRO AMOR INDEPENDE DA PRESENÇA. POR ISTO É ETERNO E UNE TODAS AS PESSOAS QUE O PARTILHAM.
APRENDAMOS A VIVER. PARA APRENDER A MORRER. TEMOS UM CORPO FÍSICO PARA NOSSA CAMINHADA DE APRENDIZADO NA TERRA. MAS SOMOS MAIS QUE UM COMPACTO DE CARNE. SOMOS ESPÍRITOS ETERNOS, QUE VIVEM PARA SEMPRE!
“NA CASA DE MEU PAI TEM MUITAS MORADAS” "Jesus Cristo."

Autor desconhecido